Por: Andreotte Lanes
Nós viemos de um tempo em que trabalhar até tarde era quase um valor moral. Planilha cheia, café forte, família compreensiva e a convicção silenciosa de que aquilo era “ser adulto”. Funcionou. Até aqui.
Os Millennials, hoje ali entre os trinta e poucos e quarenta e tantos, cresceram entre o fax e o Wi-Fi, acreditam que carreira sem sentido é só cansaço bem remunerado.
Já a Geração Z, ainda na casa dos vinte, nasceu online e desconfiada, e vão além: querem trabalhar, sim, mas sem vender a alma no pacote premium.
Não é preguiça. É lucidez precoce.
Eles não rejeitam o trabalho. Rejeitam o vazio.
Não fogem de responsabilidade; fogem de incoerência.
Enquanto falamos em metas, eles perguntam “por quê?”.
Enquanto defendemos a jornada ininterrupta, lembram que até motor robusto funde sem pausa.
Aqui na Le Card, aprendemos cedo que propósito não é pauta jovem, é estratégia madura. Talento se constrói e se retém com sentido, responsabilidade e espaço real para crescer, seja aos vinte, aos quarenta ou aos cinquenta.
Por isso, adotamos um mantra simples, quase óbvio, mas raramente praticado: contratar bem, treinar bem e cuidar bem. Não por idealismo, mas porque funciona. No fim das contas, liderar hoje talvez seja exatamente isso: provar que dá, sim, para buscar resultado com leveza e formar times fortes, diversos em gerações, sem abrir mão de coerência, legado e humanidade.





